Relacionamento abusivo na família é mais comum do que você imagina

29 de março de 2021 by in category ADULTOS, Sem categoria with 0 and 0

 

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Quando se fala em relacionamento abusivo é praticamente automático pensar na dinâmica entre casais. Porém, apesar de ser muito comum e até mesmo falado, esse não é o único modelo de relação tóxica.

Esse padrão também pode ocorrer entre familiares, de forma física ou psicológica, e trazem diversas complicações para a vida das pessoas envolvidas e da família como um todo.

Como uma das principais consequências , podemos citar a dependência emocional que entre outras coisas,  leva a vítima a se sentir culpada e ansiosa por fazer qualquer coisa que não inclua o abusador. Além de muitas outras situações que impedem o crescimento e evolução da pessoa que está sofrendo algum tipo de abuso.

É importante que a pessoa subjugada consiga reconhecer essa dinâmica tóxica, para que ela busque ajuda e uma saída.

Nestes casos, as duas partes precisam de tratamento psicológico para tentar solucionar e transformar este relacionamento em algo saudável, seja ele entre pais e filhos, irmãos, avós e etc.

Como identificar um relacionamento abusivo

Nem sempre os indícios de um relacionamento familiar abusivo se apresentam como fatores negativos. Eles podem vir em forma de proteção excessiva dos pais com os filhos, tomando decisões por eles ou impedindo que eles tenham suas próprias vontades. Estes, por sua vez, se tornam adultos altamente dependentes, sem coragem para assumir suas próprias vidas. Há, ainda, os abusos que começam com xingamentos e evoluem para agressões.

Também é errado acreditar que o abuso só ocorre de pais para filhos. Há irmãos, primos e até outros parentes que podem exercer esse papel de “dominação” do outro, bem como filhos que manipulam, humilham e agridem os pais. E, geralmente, as ocasiões abusivas propriamente ditas ocorrem sem testemunhas.

O principal fator que indica o desequilíbrio na relação familiar é:

Comportamento do abusador: “sufoca” o outro tomando decisões, dando respostas em seu lugar e decidindo o que outro gosta, aonde vai, com quem fala, etc. Mas, em sua cabeça, acredita profundamente que está apenas cuidando e fazendo o bem.

Comportamento da vítima: está sempre com uma postura retraída na presença de seu agressor, quase não fala e se expressa,  espera sempre um olhar de aprovação ou negação a qualquer coisa que deseje ou seja convidado a fazer.

O processo de identificação pode ser longo e, muitas vezes, pessoas de fora serão as primeiras a observar que esta relação familiar não é saudável. Mas é comum que, COM A maturidade — no caso de pais tóxicos —, a vítima perceba isso por si só.

Quando a identificação acontece, a vítima tende a se distanciar do abusador, seja trabalhando muito, estudando por muitas horas, ou mergulhando de cabeça em algum relacionamento amoroso, de amizade ou até de “paternidade” fora dali.

Essa descoberta também pode ser um gatilho para SENTIMENTOS DE CULPA E MEDO DE RETALHAÇÃO que podeM  levar a outros distúrbios de comportamento e escolhas ruins.

É possível reverter um relacionamento abusivo?

Todo relacionamento tem altos e baixos e isso é perfeitamente normal, afinal, somos humanos. Mas há uma linha que separa o que é uma fase e o que é permanente.

Quando apenas uma pessoa dita as regras, não há espaço para diálogo ou individualidade e o outro deve apenas aceitar (e fica triste com isso), há um grave e perigoso desequilíbrio nessa convivência.

As agressões psicológicas são mais difíceis de identificar, principalmente dentro da família onde pensamos que tudo é para nosso bem e educação, geralmente o abuso psicológico vem encoberto por um discurso de “é porque te amo muito”, “você não sabe se virar sozinho(a)”, “ninguém te amará ou vai querer o seu bem como eu”.

Mas com reconhecimento, disposição à mudança e ajuda profissional é possível sim tornar a relação familiar mais saudável. A terapia pode levar o agressor a identificar e reconhecer o que o faz precisar desse controle.

Já a vítima poderá buscar nas sessões com o psicólogo um reencontro consigo mesma, autoconhecimento e o desenvolvimento da autoestima, autoconfiança e amor-próprio, entre outros aspectos.

Existem diversas formas de relacionamento abusivo e muitas delas estão camufladas pela ideia de amor em família, mas alguns podem ser tóxicos e a melhor forma de identificar e lidar com isso para ter uma vida melhor é buscando auxílio de um especialista.

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